Nº 35 Cadernos Estudos Africanos – Da Resistência Colonial aos Desafios da Contemporaneidade: 40 anos de independência das colónias portuguesas

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Em novembro de 2015, o Centro de Estudos Internacionais-Instituto Universitário de Lisboa, o Centro de Estudos Sociais-Universidade de Coimbra, a Fundação Mário Soares e o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa associaram-se na realização da conferência Quarenta Anos das Independências. Destinada a analisar a trajetória da descolonização portuguesa e as transformações nos territórios que, entretanto, se tornaram independentes, a conferência constituiu um testemunho da vitalidade e sofisticação intelectual de áreas de estudo que têm experimentado um grande crescimento. Dada a inevitável limitação temporal das comunicações orais dos participantes, e na tentativa de capturar a qualidade das mesmas de forma menos efémera, entendeu-se organizar uma publicação reunindo alguns contributos que são apresentados no presente número da revista Cadernos de Estudos Africanos.

Ao proporem os temas apresentados, os autores que colaboram no dossiê temático “Da Resistência Colonial aos Desafios da Contemporaneidade: 40 anos de independência das colónias portuguesas” abordam um leque variado de questões. Aurora Almada e Santos procura compreender o relacionamento entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o governo português no período entre 1961-1975, centrando a sua atenção na influência que o debate sobre a questão colonial portuguesa teve para o desenvolvimento da ideia de autodeterminação. A autora argumenta que a iniciativa da ONU quanto à política colonial portuguesa pode ser entendida como parte de um processo lento e por vezes contraditório de consolidação da interpretação do conceito de autodeterminação enquanto sinónimo de independência. A narrativa apresentada tem a vantagem acrescida de permitir perceber como a independência das colónias portuguesas esteve intimamente relacionada com outros fenómenos, desde a diversificação dos atores internacionais, ao desenvolvimento das organizações intergovernamentais e ao movimento de descolonização mais amplo no pós-II Guerra Mundial.

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